domingo, 6 de março de 2011

FOTOS: Thaís - um dos destaques na premiação do PER 2010

Thaís recebendo o prêmio

Thaís discursando sobre seu Projeto premiado


Pra pensar ...


Ordenação presbiterial de João César foi neste sábado


A Igreja Católica de Orizona e da Diocese de Ipameri viveu neste sábado, 5 de março, um grande momento. Aconteceu nesta data a ordenação presbiterial do diácono João César Souza Lôbo, um filho do município.
A ordenação foi realizada no Nova Matriz de Orizona, localizada no bairro Santa Maria. Dezenas de padres, religiosas, religiosos e leigos acompanharam a cerimônia, presidido por Dom Guilherme Antônio Werlang e que teve a presença também do Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Goiânia Dom Waldemar Passini.
Milhares de pessoas, vindas de quase todas as paróquias da Diocese de Ipameri e de municípios vizinhos assistiram a celebração. No final, muito emocionado, o agora Pe. João César agradeceu à família, à comunidade e aqueles que incentivaram e contribuiram com a sua caminhada. Segundo o mesmo, a sua vocação se inspirou no texto relatado no Evangelho de São Marcos: "Se alguém quiser vir a mim, renuncia a si mesmo, toma a sua cruz e siga-me".
Padre João César recebeu os cumprimentos no Salão Paroquial, onde foi servido um almoço. A sua primeira celebração será amanhã (06), quando presidirá uma missa às 9 horas na matriz de Nossa Senhora da Piedade, em Orizona. (Por Anselmo de Lima, Blog Orizona em Foco)

quinta-feira, 3 de março de 2011

POESIA DA TERRA

Saudades de um carreiro

Levantei de madrugada, eu queria o meu passado recordar,
Fui ao pasto busquei a minha boiada e peguei meu carro velho pra ir carrear,
Cada boi que eu chamava pelo nome eles me atendiam,
Parece que eles também tinham saudades da estrada e das viagens que muito tempo não faziam,
Ao cangar minha boiada, senti bater forte o coração,
As lágrimas rolaram no meu rosto, molhando a poeira do chão,
Era a saudade bandida que machucava que machucava meu peito, eu pedi o meu pai do céu pra mi dar saúde e proteção,
Com destino a Taquaral Capela, vamos carregados de saudade e emoção,
Quando meu velho carro cantou, meu passado tão distante voltou,
Eu recordei os bons tempos da minha mocidade, que numa grande velocidade passou,
Eu era o candinheiro ainda quase criança, eu ia à frente da boiada com os olhos cheios de esperança,
Ao meu lado meu velho pai que foi um grande carreiro,
Iam também meus amigos, meus irmãos e os meus melhores companheiros,
Estas imagens não me sai da lembrança depois de tantos janeiros,
Agora que o progresso que tomou conta da nação,
Trocando meu lento e velho carro de boi, pela velocidade do caminhão,
Com seus cocões emudecidos ficou mais triste o meu sertão,
Mesmo com os benefícios do progresso,
Nesse momento eu confesso, que é o carro de boi que mora no meu coração.
Hoje já estou velhinho minhas vistas embaralhadas,
Meus cabelos estão branquinhos dos serenos das madrugadas,
Já estou quase sem força, minhas pernas encurvadas,
Estou na última curva do caminho, terminando nesta terra minha jornada,
A passos lentos na estrada com minha boiada de estimação,
Eu cumpro meu destino e sigo a tradição,
Passando de geração em geração,
Sei que do meu carro velho levarei saudades,
Quando eu partir do meu sertão,
Pra ir morar na eternidade...

Por José Gregório Júnior
(Pai do estudante Jânio da 3ª série da EFAORI)

Técnica da EFAORI vence Prêmio por trabalho Acadêmico

A Técnica em Agropecuária Thais Pinheiro de Sousa, que concluiu o curso técnico na EFAORI - Escola Família Agrícola de Orizona em 2010 recebeu ontem (02) premiação pela 1ª colocação na categoria Melhor Projeto Acadêmico em 2010, do Sistema Faeg/Senar. A comenda foi dada pela apresentação do Projeto Profissional da Jovem na EFAORI, seu trabalho de conclusão do curso. O tema de seu trabalho foi "Cria e Recria de Bezerras para Rebanho Leiteiro na propriedade Serra da Mata".
O 5º Encontro de Participantes do Programa Empreendedor Rural (PER) e Programa Empreendedor Sindical (PER-Sindical), reuniu mais de 600 pessoas entre produtores rurais, autoridades sindicais, políticos e estudantes, em Goiânia, nesta quarta-feira. O encontro desta quarta-feira teve como principal objetivo premiar os melhores projetos desenvolvidos nos anos de 2008, 2009 e 2010. Criado em 2007, o programa tem revolucionado a gestão da propriedade rural com prática de gestão empresarial nos problemas comuns do setor rural. O foco das informações recebidas durante as três fases do PER-GO é resultar em melhor produtividade e comercialização da produção.
Foram distribuídos 23 prêmios nas categorias: Projeto do curso PER-GO do ano 2008, turma destaque do ano 2008, melhores projetos do PER ano 2009, turma destaque do ano de 2009, PER Sindical 2009 na categoria “Sindicato Destaque”, melhores projetos do PER ano 2010, melhores projetos dos acadêmicos, turma destaque ano de 2010, Per Sindical 2010 na categoria “Sindicato Destaque” e turma vencedora 2010.
O Programa Empreendedor Rural é hoje o principal programa de gestão da propriedade que é executado pelo Sistema Faeg/Senar. Nestes quatro anos de realização já qualificou mais de duas mil pessoas. Durante o período já foram gastos por cada um dos parceiros R$ 3 milhões. A previsão para 2011 é de capacitar mais 1,2 mil pessoas.
O PER foi desenvolvido pelo Sistema Faeg/Senar em 2010 na EFAORI, junto às turmas de estudantes do curso Técnico em Agropecuária de Nível Médio. O trabalho de Thaís está sendo desenvolvido na propriedade da família, na região da Mata da Firmeza. Durante a entrega da premiação, Thaís recebeu o reconhecimento do seu trabalho e prestou depoimento aos presentes no encontro. A mesma estava acompanhada de seu pai Paulo Henrique de Sousa, conselheiro da Creditag-Orizona, e do diretor do Centro Social Rural de Orizona, José Gonzaga. (Matéria escrita com contribuição de Karine Rodrigues e Cleiber Di Ribeiro - Foto: João Faria - Gerência de Comunicação Integrada - Sistema Faeg/Senar. Extraído do Blog Orizona em Foco)

quarta-feira, 2 de março de 2011

Dia de Festa na EFAORI – 12 anos de força, luta, trabalho e educação



Foi realizado ontem, dia 1º de março um serão festivo para comemorar os 12 anos da EFAORI, estavam reunidos o CSRO – Centro Social Rural de Orizona, os estudantes e suas famílias, egressos, colaboradores e parceiros. O evento iniciou-se com depoimentos dos pioneiros e egressos, tendo como pano de fundo o filme da aula inaugural, ministrada pelo professor Dr. João Batista Pereira de Queiroz.
O primeiro a fazer uso da palavra foi o Excelentíssimo Vice-Prefeito de Orizona Antônio Pereira de Almeida (Antônio Baiano), que também é Presidente do CSRO. Antônio na época, coordenador estadual da CPT – Comissão Pastoral da Terra, foi um dos idealizadores do projeto EFA em Orizona. O mesmo iniciou fazendo um resgate histórico do processo de implantação. Baiano enalteceu o trabalho do CSRO que na época tinha como presidente o Senhor Sebastião Fernandes de Oliveira (Sebastião Curraleiro).
Na oportunidade nosso Excelentíssimo Prefeito Felipe Dias, que na época era professor/monitor da EFAORI, relembrou a primeira aula da escola, que foi ministrada por ele. A aula de Matemática aconteceu no dia 2 de março de 1999, e teve início às 7:00 h, num prédio cedido pela Prefeitura na região do Rio do Peixe. O Prefeito falou da importância das parcerias para a EFAORI, mais uma vez reafirmou a forte relação entre CSRO/EFAORI e a Prefeitura Municipal, que vem sendo parceira de primeira ordem na implantação e execução dos projetos da Escola, relembrou das dificuldades do inicio das atividades, e exaltou o rumo que a Escola vem tomando, cada vez mais aguerrida no propósito de formar e capacitar os jovens agricultores de Orizona e região.
Em seguida foi dada a palavra aos pioneiros do projeto EFAORI como: Sebastião Curraleiro, então Presidente do CSRO, Hélio Frutuoso, na época presidente da COAPRO, Rinaldo Costa, então Secretário Municipal de Educação, José Gonzaga, então Presidente do Sindicato Rural de Orizona e Luisa Ribeiro, a primeira Diretora da Escola e a única remanescente do primeiro grupo de monitores. Houve também depoimentos de egressos que enalteceram o valor da escola e da formação integral para suas vidas. Após foram apresentados alguns números por parte dos estudantes.
Tudo isso regado de muita alegria, pipoca, cachorro-quente, caldo de frango e doces, estes ofertados pelas famílias dos estudantes.

Costumes mineiros em chão genuinamente goiano

Lembrava daquela máxima em que dizia que “recordar é viver”. É certo que conhecendo o chão em que estamos pisando, trilhando a partir do ponto que partimos, teremos plenas condições de dar passos seguros para onde caminhamos. Daremos neste texto relevância a trajetória que percorremos até os dias atuais, considerando que somos o resultado de um processo de construção biológico e sócio-cultural que permitiu constituir a nossa identidade. Bairrista que somos, pretendemos compartilhar um pouco de nossa história, a nosso modo, como nossos pais, mães e avós nos contaram.
De acordo com os fatos e registros, chegamos aqui nas décadas de 1840 e 1850, mas bem antes já vivíamos neste solo e éramos conhecidos como Caiapós, os “peles vermelhas”. A formação e o desenvolvimento da nossa região estão ligados principalmente à chegada de migrantes vindos do triângulo e oeste mineiro. As primeiras famílias, ansiosas por conquistar um novo território partiram principalmente de Patrocínio, Araxá e Patos de Minas. Eram grandes famílias, que chegava a aqueles campos dourados pelo brilho do Sol matinal, as margens do ribeirão Santa Bárbara, na época abrangidas pela comarca de Santa Cruz de Goiás e fizeram surgir sob a fé em Nossa Senhora da Piedade, a Capela dos Correias, Campo Formoso e finalmente Orizona.
Localizado a aproximadamente 130 quilômetros de Goiânia, nosso município possui um pouco mais de 14 mil habitantes, grande parte destes vivendo no meio rural e dependendo diretamente da produção agropecuária familiar. Orizona nasceu e cresceu engrandecida pela grande fé, carisma e generosidade daqueles que viveram no interior mineiro, paulista, nordestino e sulista, preservando traços marcantes daquelas culturas, tais como o sotaque, a mesa farta, a fé cristã, o compadrio, o patriarcalismo e o espírito daqueles que levavam (e ainda levam mesmo nos tempos das redes sociais) uma vida prosaica e amistosa.
Segundo o pesquisador carioca Maurício Barros de Castro e o repórter-fotográfico Gustavo Stephan, autores do livro “Juventudes Rurais: Cultura e Desenvolvimento” (2007), “quando se chega a Orizona, a sensação que dá é que está chegando a um município mineiro, diante a hospitalidade e o sotaque dos moradores”. O batismo local acompanhou a sua vocação agrícola. O termo Orizona é uma justaposição que está relacionada à cultura do arroz. No início do século XX, o município era um grande produtor desse grão. Depois veio o ciclo do café, do feijão, do gado de corte e hoje o município é uma das maiores bacias leiteiras do Estado de Goiás. Toda essa vida econômica sempre esteve ligada à tradição camponesa e religiosa e aos valores deste povo cerradeiro que usa das organizações sociais e comunitárias a força propulsora para o desenvolvimento local.
José Pereira da Costa, um ilustre filho deste chão, narrou em um artigo no ano de 1960 traços desta peculiaridade herdada e conduzida por gerações: “de ano a ano se recebia a visita do padre, havia festas religiosas, batizados que farte e casamentos, por amor dos quais, à noite, gemiam violas com descantes plangentes cada qual dos cantadores a dizer saudades do berço longínquo. Dançava-se o cateretê, ouvia-se o pipocar de foguetes, e tudo acabava bem na paz do Senhor. Costumes de gente boa, afeita ao trabalho cotidiano, educada nos sãos princípios da moral cristã. Costumes mineiros que ainda revivem nos mutirões com o mesmo cateretê à noite, entremeado de danças modernas, que ainda refulgem no estrondear de bombas festivas ao chegar o noivado à sede da fazenda, que ainda transparecem, aqui e ali, na ‘roncice’ dos arcaicos instrumentos de fiar e no trapejar de teares, quiçá semelhantes aos que se viam nos Açores. Roda de Cedro e tear de bálsamo exigiam as matronas que, no lar, fabricavam todo tecido de consumo de casa e mais o óleo de mamona para o candieiro, enquanto, a vibrarem a enxada e o machado para equitarem, viviam a sua vida operosa os homens de têmpera invejável. Carros de boi, de uso medieval, tirados por seis, oito parelhas, único veiculo existente para facilitar as colheitas e também a população prover de sal e de implementos ao trabalho”.
Ainda hoje é possível, durante o pôr-do-sol, no início da noitinha, ver alguém fazendo uma visita para o compadre ou sentado na pracinha para “jogar uma conversa fora” com os amigos. Quando vemos isso acontecer precisamos lembrar todos esses elementos que constituem a nossa goianidade, composta a partir de uma miscigenação de elementos que fazem de nossa gente uma gente diferente, não mais importante que ninguém, mas com o dever de cada vez ser melhor. Portanto, façamos o possível e lutemos a cada momento para o nosso ‘hoje’ seja sempre melhor que o ‘ontem’ e não tão bom quanto o ‘amanhã’. Mas nunca esqueçamos que ao nosso lado existem pessoas que merecem isso tanto quanto nós mesmos. Assim, é nosso dever conjugar esse verbo em todos os tempos e pessoas do singular e principalmente do plural. (Extraído do Blog do Anselmo)

terça-feira, 1 de março de 2011

Cotações de Produtos Agropecuários para Goiás

Previsão do Tempo Para Orizona - 01/03 a 04/03

(Fonte: CLIMATEMPO)

II Festa da Cultura de Orizona será dias 18 e 19 de março


O Ponto de Cultura Orizona Encenarte e o Coletivo de Cultura de Orizona planejam realizar nos dias 18 e 19 de março a II Festa da Cultura de Orizona. O evento será realizado na Feira do Produtor Rural, ao lado da rodoviária.
Na programação estarão atrações como exposição de artesanato e comida típica, desfile de carreiros, cavalgada e apresentações artísticas de música, teatro e poesia, além de almoço cultural com prosa, moda e viola. A primeira edição da Festa da Cultura aconteceu dia 16 de janeiro de 2010, quando foi lançado oficialmente o Ponto de Cultura.
O Ponto de Cultura Orizona Encenarte é uma iniciativa da ASDAO - Associação dos Artesãos de Orizona e tem apoio financeiro do Minc - Ministério da Cultura e Agepel - Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira. (Anselmo di Lima/Orizona em Foco)