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quinta-feira, 3 de maio de 2012
Viva!!! Hoje é o Dia do Sol
O raiar do Sol todos os dias é algo que desperta vários sentimentos bons nas pessoas: renovo, esperança e vida. O Sol é a estrela central do nosso sistema planetário solar. O que faz com que essa estrela seja tão importante para nós é a sua proximidade com o nosso planeta: cerca de 150 milhões de quilômetros. Para se ter uma idéia, a estrela mais próxima da Terra depois do Sol é a Próxima Centauri, situada a 40 trilhões de quilômetros de distância de nós.
Em 3 de maio é comemorado o dia internacional do Sol. Todos nós sabemos que a estrela é de extrema importância para os seres vivos. O Sol é, praticamente, a única fonte de energia para a Terra. Essa energia penetra no ecossistema através dos seres autótrofos e é repassada para os seres heterotróficos; vale lembrar que a energia é cíclica, ou seja, nunca acaba. Dessa forma, sem o Sol, não haveria vida na Terra.
Todos os combustíveis fósseis, como o petróleo, o carvão e o gás natural, embora possam ser fontes de energia, também são produtos da captação e armazenamento da luz solar em plantas, algas e animais a milhares de anos atrás. O Sol também é responsável pelo processo da evaporação, o qual causa o reabastecimento dos rios e lagos que deságuam no mar.
A distância entre a Terra e o Sol é um fator fundamental, pois permite criar um ambiente de temperatura e luminosidade adequado para a manutenção da vida. Nenhum outro planeta do Sistema Solar, com exceção de Marte, possui as condições ideais de vida semelhante às da Terra; uns são muito quentes, outros muito frios. Por falar em temperatura, também fica óbvio que sem o Sol, a Terra seria um lugar incrivelmente gelado.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Como fazer um carneiro hidráulico
Texto: Gustavo Laredo
Ilustrações: Francisco da Costa
Ilustrações: Francisco da Costa
O professor Geraldo Tiago Filho, da Universidade Federal de Itajubá, MG, sempre
quis entender como funcionava o "golpe de aríete", fenômeno hidráulico que
ocorre devido à interrupção abrupta do escoamento da água em um encanamento. O
golpe, que resulta em aumento de pressão, pode ser comparado a uma freada brusca
em um ônibus cheio, fazendo os passageiros se amontoar na parte da frente.
Para compreender o fenômeno, o professor construiu um carneiro hidráulico,
que funciona com a energia gerada por essa pressão. O aparelho bombeia água sem
usar energia elétrica ou combustível fóssil. Feito com garrafa PET e PVC, o
modelo custa 90 reais.
O funcionamento é simples. Para iniciar sua operação, basta abrir a válvula
do cano ligado à fonte de água da propriedade. A pressão força a abertura da
válvula de retenção, permitindo a entrada de água na garrafa PET. O ar contido
dentro dela é comprimido e a resistência à entrada da água vai aumentando até
que a pressão no interior da garrafa suba e provoque o fechamento da válvula de
retenção. Como a água fica impedida de retornar ao cano de alimentação, ela sai
pelo cano que desemboca num reservatório.
Ensinamos a baixo a construir um carneiro hidráulico com tubo de captação de
duas polegadas de diâmetro, suficiente para uma vazão de 1.320 a 2.700 litros
por hora.
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sexta-feira, 20 de abril de 2012
A caneta e a Enxada (Zico e Zeca)
"Certa vez uma caneta foi passear lá no sertão
Encontrou-se com uma enxada, fazendo uma plantação.
A enxada muito humilde, foi lhe fazer saudação,
Mas a caneta soberba não quis pegar na sua mão.
E ainda por desaforo lhe passou uma repreensão."
Disse a caneta pra enxada não vem perto de mim, não
Você está suja de terra, de terra suja do chão
Sabe com quem está falando, veja sua posição
E não se esqueça a distância da nossa separação.
Eu sou a caneta dourada que escreve nos tabelião
Eu escrevo pros governos a lei da constituição
Escrevi em papel de linho, pros ricaços e pros barão
Só ando na mão dos mestres, dos homens de posição.
A enxada respondeu: de fato eu vivo no chão,
Pra poder dar o que comer e vestir o seu patrão
Eu vim no mundo primeiro, quase no tempo de Adão
Se não fosse o meu sustento ninguém tinha instrução.
Vai-te caneta orgulhosa, vergonha da geração
A tua alta nobreza não passa de pretensão
Você diz que escreve tudo, tem uma coisa que não
É a palavra bonita que se chama educação!
É a palavra bonita que se chama educação!
CURIOSIDADE: A história do Alface
Na mitologia Grega, a história de amor entre a deusa Afrodite e o jovem Adonis teve um fim dramático quando esse último foi morto por um porco selvagem no jardim das alfaces no qual ele estava escondido.
Nessa mitologia, a alface foi assim simbolicamente relacionada a um aspecto de morte e ainda por cima, a um aspecto de impotência masculina (no coração da história de Adonis).
Entretanto, essas diversas conotações mitológicas não parecem ter tido muita influência sobre o povo Romano, pois desde a época do Imperador Domitien, do ano 81 ao ano 96, era costume das elites servir alface como entrada, antes do prato principal, com rabanetes e outros legumes crus. Essa prática ainda perdura em algumas regiões ou em certos países.
Na época Romana, a alface já era rica de todo um conteúdo cultural, medical, religioso e alimentício, é claro. Ela foi cultivada pelos antigos Egípcios e nós temos representações em certos túmulos que datam de quase 2700 anos antes de Cristo.
Uma das representações é visível no Museu Egípcio de Berlim: é uma alface com quase 90 cm de altura. Os Egípcios desenvolveram a cultura dessas alfaces que agora chamamos “Romanas”, pois os romanos adotaram o ‘savoir-faire’ dos Egípcios nesse tipo de alface. Segundo Pline e Columelle, os Romanos no início da era cristã cultivavam também alfaces de pomo e frisadas.
Os Romanos só consumiam as jovens alfaces cruas: eles cozinhavam as alfaces chegadas à maturidade ou então colocavam um molho com óleo e vinagre quente diretamente sobre as folhas. Eles exaltavam o gosto da alface com um tempero de rúcula. Parece que na França, por volta dos anos 1500, somente algumas variedades de alfaces eram conhecidas. Rabelais, o escritor, trouxe um certo número de variedades de Nápolis por volta de 1535.
As alfaces Romanas foram sem dúvida trazidas para a França pelos papas em Avignon. A primeira menção desse tipo de alface se encontra no Tratado de Agricultura de Crescenzi, agrônomo italiano do século 13.
Cultiva-se hoje em dia um grande número de variedades cuja determinação por tipo não é muito fácil.
Receita Caipira - Arroz Carreteiro
Ingredientes:
½ kg de carne seca;
250 g de lingüiça de carne de porco defumada;
100 g de toucinho defumado cortado em cubinhos;
3 colheres (sopa) de óleo;
1 dente de alho amassado;
1 cebola picada;
2 xícaras de arroz;
2 cubinhos de caldo de carne.
Modo de Preparo:
Cortar a carne em vários pedaços e deixar, de véspera, de molho, em bastante água.
Escorrer e enxugar.
Picar em cubinhos.
Retirar a pele da lingüiça, cortando-a em rodelas finas.
Fritar o toucinho, refogar o alho e a cebola.
Acrescentar a carne e a lingüiça, e fritando mais um pouco.
Acrescentar o arroz e o caldo de carne, dissolvido em 4 xícaras de água fervente.
Cozinhar em fogo baixo, em panela tampada, por 20 minutos.
Escorrer e enxugar.
Picar em cubinhos.
Retirar a pele da lingüiça, cortando-a em rodelas finas.
Fritar o toucinho, refogar o alho e a cebola.
Acrescentar a carne e a lingüiça, e fritando mais um pouco.
Acrescentar o arroz e o caldo de carne, dissolvido em 4 xícaras de água fervente.
Cozinhar em fogo baixo, em panela tampada, por 20 minutos.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Relação: Instrução Financeira e Sucesso Profissional
Atualmente, a sociedade em geral coloca
nos estudos toda a expectativa de um futuro promissor. Desta forma é cada vez
mais comum que os jovens de Orizona e demais cidades de interior migrem para as
capitais para prosseguir seus estudos. No entanto, ao concluir o terceiro grau,
muitos retornam as suas origens para iniciar a vida profissional, e parte
destes encontram-se em dificuldades para conseguir colocação no mercado de
trabalho ou obter sucesso nos seus empreendimentos profissionais.
Grande parte deste problema está
associado a falta de instrução financeira das pessoas, parece contraditório,
mas apesar da economia dominar o planeta, no Brasil, a Educação Financeira
ainda não faz parte da grade curricular de todas as escolas.
Muitos fracassos sejam de profissionais
especializados ou autônomos poderiam ser evitados se desde crianças as pessoas
aprendessem a lidar com o dinheiro quanto ao gasto, economia e aplicação. Para
se ter uma ideia da problemática, muitos empresários decretam falência por não
conseguirem fazer o controle financeiro de suas empresas e os assalariados em
geral trabalham todo o mês ansiosos pelo recebimento por que não conseguem
equilibrar o salário recebido às despesas.
Em Orizona, com uma economia caracterizada
pela prática da Agropecuária, muitos profissionais não conseguem sucesso na
atividade justamente por não terem noção de como administrar suas atividades
econômicas. È comum que agricultores com potencial para desenvolverem grandes
empreendimentos em suas propriedades abandonem suas atividades por não
conseguir lucratividade e outra grande maioria se endividam desmedidamente para
manter seus negócios.
Orizona, sobretudo, no meio rural tem
potencial produtivo muito superior ao explorado. Apesar dos empresários rurais
contribuírem consideravelmente com a economia do município, muito ainda precisa
ser feito para que as famílias rurais vejam novas possibilidades produtivas em
seu meio e para que tratem a propriedade rural como uma empresa que precisa ser
administrada, cuidada e, sobretudo, precisa dar lucro para garantir qualidade
de vida e autonomia financeira para seus gestores e suas famílias. Por outro
lado, no meio urbano há escassez de mão de obra em atividades como:
eletricidade, carpintaria dentre outros, e há a necessidade de
especializar e qualificar a prestação de serviços.
Neste sentido a EFAORI busca preparar
jovens com capacidade gerencial para administrar suas propriedades, o que tem
feito com que muitos jovens ao concluir o Curso Técnico em Agropecuária de
Nível Médio tenham na propriedade seu projeto de vida e através deste alcancem
estabilidade financeira, no entanto, a falta de uma instrução financeira
primária ainda é um dos empecilhos para que os jovens enxerguem no seu meio um
potencial produtivo e financeiro. Por outro lado, está enraizada nestes jovens
a cultura que a única forma de serem profissionais de sucesso é através do seu
ingresso na faculdade.
Cada vez mais é defendida a premissa
que as escolas precisam preparar as pessoas para a vida, mas será mesmo que é
possível formar cidadãos conscientes e preparados para as diversidades do
ambiente competitivo do atual mercado sem uma efetiva instrução financeira?
Cabe refletir se a formação superior sem uma devida instrução financeira
realmente é garantia de autonomia financeira.
Gisele
Sousa, Administradora, Funcionária da EFAORI
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